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O teste rápido HCV – EIC (Ensaio Imunocromatográfico) é um método qualitativo destinado à detecção de anticorpos contra o vírus da hepatite C (HCV) em amostras de sangue total, soro ou plasma. Trata-se de uma ferramenta amplamente utilizada em triagens clínicas, serviços de atenção primária e campanhas epidemiológicas, especialmente por sua praticidade, rapidez e facilidade de execução. O HCV é um vírus de RNA pertencente à família Flaviviridae, cuja infecção pode evoluir de forma silenciosa para hepatite crônica, cirrose e carcinoma hepatocelular, tornando o diagnóstico precoce fundamental para o manejo clínico e controle da transmissão.
O princípio técnico do teste baseia-se na imunocromatografia de fluxo lateral. Após a aplicação da amostra no dispositivo, o material migra por capilaridade ao longo de uma membrana de nitrocelulose que contém antígenos recombinantes específicos do HCV, geralmente derivados das regiões estruturais (core) e não estruturais (NS3, NS4 e NS5) do vírus, conjugados a partículas coloridas, como ouro coloidal. Se houver anticorpos anti-HCV na amostra, forma-se um complexo antígeno-anticorpo que será capturado por proteínas imobilizadas na região da linha teste (T), resultando em banda visível. A linha controle (C) contém reagentes que confirmam o fluxo adequado da amostra e a integridade do sistema, validando o ensaio.
O teste detecta anticorpos totais (IgG predominante) contra o HCV, os quais geralmente se tornam detectáveis entre 4 e 12 semanas após a exposição viral. Por esse motivo, o exame não identifica infecção na fase muito precoce (janela imunológica), quando o RNA viral pode estar presente, mas a resposta humoral ainda não foi estabelecida. Nesses casos, métodos moleculares, como a detecção de RNA-HCV por PCR, são mais sensíveis.
A sensibilidade e especificidade dos testes rápidos HCV-EIC são elevadas quando utilizados adequadamente, embora resultados falso-positivos possam ocorrer, especialmente em populações de baixa prevalência ou em presença de condições autoimunes. Resultados reagentes devem sempre ser confirmados por testes laboratoriais complementares, como imunoensaios de maior complexidade ou testes moleculares para confirmação de infecção ativa.
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