Fotometria
O terceiro capítulo é dedicado ao estudo da fotometria, um dos princípios fundamentais para a maioria das análises realizadas em bioquímica clínica. A fotometria ocupa-se da medição das grandezas relacionadas à emissão, recepção e absorção da luz, sendo a base para métodos que determinam a concentração de substâncias em solução a partir da quantidade de luz que estas absorvem.
Inicialmente, o texto introduz os conceitos básicos da radiação eletromagnética, situando a luz visível na faixa de comprimentos de onda entre 380 e 750 nanômetros (nm). Abaixo dessa faixa, encontra-se a radiação ultravioleta (UV), e acima, a infravermelha. A cor de uma solução é explicada pelo fenômeno da absorção seletiva: uma solução apresenta determinada coloração porque absorve todos os comprimentos de onda da luz branca incidente, exceto aquele correspondente à cor observada, que é transmitido. Assim, a cor de uma solução é complementar à luz que ela efetivamente absorve.
O texto descreve, por fim, os componentes básicos de um fotômetro ou espectrofotômetro: uma fonte de luz (lâmpada), um monocromador (filtros, prismas ou redes de difração) para selecionar o comprimento de onda desejado, um compartimento para a cubeta que contém a solução, um detector (fotocélula) que converte a luz transmitida em sinal elétrico, e um dispositivo de leitura (galvanômetro) que apresenta o resultado em termos de transmitância ou absorvância. Um procedimento essencial é a calibração do instrumento com um "branco" (solução contendo todos os reagentes, exceto a substância de interesse), que permite zerar a absorvância, compensando a absorção do solvente e das paredes da cubeta e garantindo que a leitura da amostra reflita apenas a absorção do analito em questão.
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