CTX (Telopeptídeo C-Terminal do Colágeno Tipo I / β-CrossLaps)

 CTX
(Telopeptídeo C-Terminal do Colágeno Tipo I / β-CrossLaps)


O CTX, também conhecido como β-CrossLaps, é um marcador de reabsorção óssea que mede fragmentos do colágeno tipo I liberados durante a degradação da matriz óssea pelos osteoclastos. O CTX é um telopeptídeo C-terminal do colágeno tipo I, que contém uma ligação cruzada β-isomerizada, refletindo a atividade de reabsorção óssea em tempo real. É considerado o marcador de escolha pela International Osteoporosis Foundation (IOF) e pela International Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine (IFCC) para avaliação da reabsorção óssea e monitoramento de terapia antirreabsortiva .

A dosagem do CTX é realizada em amostras de soro ou plasma, sendo a opção preferencial em relação aos marcadores urinários devido à menor variabilidade biológica e à facilidade de coleta. Os níveis de CTX apresentam variação circadiana significativa, com pico matinal e nadir noturno, e são influenciados pela ingestão alimentar, com redução pós-prandial. Por isso, recomenda-se a coleta da amostra em jejum pela manhã para padronização. A variabilidade intraindividual do CTX é moderada (cerca de 20-30%), e a interpretação deve considerar fatores como idade, sexo e função renal .

O CTX é amplamente utilizado no diagnóstico e monitoramento da osteoporose e de outras doenças ósseas metabólicas. Na osteoporose pós-menopáusica, o CTX está frequentemente elevado, refletindo o alto turnover ósseo associado à perda de massa óssea. No monitoramento de pacientes em tratamento com bisfosfonatos ou denosumabe, a redução do CTX é observada já nas primeiras semanas a meses de terapia, e uma redução de pelo menos 50% em relação ao valor basal entre 3 e 6 meses é considerada uma boa resposta terapêutica . A falta de redução do CTX pode indicar má adesão ao tratamento, resistência ou necessidade de ajuste terapêutico.

Além da osteoporose, o CTX tem utilidade em outras condições que afetam o metabolismo ósseo. Na doença de Paget, os níveis de CTX estão marcadamente elevados, refletindo a atividade osteoclástica intensa, e sua normalização é um objetivo terapêutico importante. Em metástases osteolíticas, como no mieloma múltiplo e no câncer de mama, o CTX está elevado, refletindo a destruição óssea pelo tumor. A monitorização do CTX pode auxiliar na avaliação da resposta à terapia antitumoral e na detecção precoce de progressão da doença.

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