Fosfatase Alcalina Óssea
(FAO)
A fosfatase alcalina óssea (FAO) é uma isoenzima específica da fosfatase alcalina produzida pelos osteoblastos, as células responsáveis pela formação de novo tecido ósseo. A FAO é uma enzima ligada à membrana dos osteoblastos que atua na mineralização da matriz óssea, hidrolisando pirofosfato inorgânico (um inibidor da mineralização) e liberando fosfato para a formação de hidroxiapatita. Sua dosagem sérica é um marcador direto da atividade de formação óssea, e sua elevação reflete um aumento na atividade osteoblástica. A FAO é considerada um marcador de formação óssea mais específico do que a fosfatase alcalina total, que inclui isoenzimas de fígado, intestino e placenta .
A dosagem da FAO é particularmente útil no diagnóstico e monitoramento de doenças ósseas metabólicas caracterizadas por aumento do turnover ósseo. Na doença de Paget, uma condição caracterizada por remodelação óssea excessiva e desorganizada, os níveis de FAO estão marcadamente elevados, refletindo a atividade osteoblástica intensa que acompanha a reabsorção óssea acelerada. A FAO também está elevada no hiperparatireoidismo, na osteomalácia, na doença renal crônica (osteodistrofia renal) e nas metástases osteoblásticas de tumores como câncer de próstata e mama. Em crianças e adolescentes, os níveis de FAO são naturalmente mais elevados devido ao crescimento ósseo ativo .
Na osteoporose, a FAO pode estar normal ou levemente elevada, dependendo da taxa de remodelação óssea. Em mulheres na pós-menopausa com osteoporose de alto turnover, a FAO pode estar elevada, refletindo a perda óssea acelerada. O monitoramento da FAO durante o tratamento com agentes anabólicos (como teriparatida, um análogo do PTH) mostra elevação precoce da FAO, refletindo a estimulação da formação óssea, enquanto o tratamento com agentes antirreabsortivos (como bisfosfonatos e denosumabe) leva à redução da FAO, indicando diminuição da atividade osteoblástica .
A FAO é recomendada pela International Osteoporosis Foundation (IOF) e pela International Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine (IFCC) como um dos marcadores de formação óssea de escolha, especialmente em situações onde o PINP não está disponível. No entanto, a FAO pode ser elevada em pacientes com doenças hepáticas, devido à isoenzima hepática da fosfatase alcalina, e a diferenciação entre as isoenzimas pode ser feita por métodos de inibição ou por imunoensaio específico. A FAO é particularmente útil na avaliação da osteodistrofia renal, onde a elevação dos níveis reflete o hiperparatireoidismo secundário e o alto turnover ósseo associado à doença renal crônica .
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