Histopatologia e Imunohistoquímica
(de Biópsia de Linfonodo)
A histopatologia com imunohistoquímica da biópsia de linfonodo representa o padrão-ouro diagnóstico e o exame definitivo para a elucidação das linfadenopatias, sendo o ponto final e conclusivo do fluxograma de investigação que se inicia com a suspeita clínica e os exames laboratoriais menos invasivos. A biópsia excisional do linfonodo, que remove um linfonodo inteiro preservando sua arquitetura, é o procedimento de escolha, pois permite ao patologista avaliar não apenas a citologia das células, mas também a arquitetura do órgão linfoide, que é um critério fundamental para o diagnóstico diferencial entre hiperplasia reacional, linfoma, metástase de carcinoma e infecções granulomatosas. O processamento laboratorial do espécime inclui a fixação em formalina, inclusão em parafina, microtomia para cortes finos e coloração com hematoxilina e eosina, que revela a morfologia celular e tecidual básica.
A análise histopatológica inicial permite a distinção fundamental entre um padrão reacional benigno e um padrão neoplásico maligno. Linfonodos com hiperplasia folicular reacional, por exemplo, mantêm a arquitetura do linfonodo, com folículos linfoides de tamanhos e formas variados, centros germinativos bem definidos e zona do manto preservada, e são comuns em infecções e doenças autoimunes. Em contraste, a perda da arquitetura normal, com apagamento dos folículos e infiltração difusa ou nodular por uma população celular atípica e monótona, é o critério arquitetural que define um linfoma. A presença de células de Reed-Sternberg, grandes células binucleadas ou multinucleadas com nucléolos proeminentes, em um fundo inflamatório reacional apropriado, é patognomônica do linfoma de Hodgkin. A identificação de granulomas com necrose caseosa orienta para o diagnóstico de tuberculose ganglionar.
Sobre esta base morfológica, a imunohistoquímica aplica anticorpos específicos contra antígenos celulares para determinar a linhagem, o estágio de diferenciação e o fenótipo molecular exato das células neoplásicas. O painel imuno-histoquímico básico para linfoma inclui marcadores de linhagem B e T, como CD20 e CD3, e marcadores de arquitetura folicular, como CD10 e BCL-6. A expressão aberrante de proteínas como BCL-2 em um centro germinativo, onde normalmente está ausente, é um marcador molecular de linfoma folicular. A detecção de expressão de ciclina D1 em um linfoma de células B maduras define o diagnóstico de linfoma do manto. A coloração para Ki-67, um marcador de proliferação celular, quantifica a fração proliferativa, sendo superior a 90% em linfomas de alto grau como o de Burkitt. Em suma, a integração da arquitetura tecidual da histopatologia com o perfil de expressão proteica da imunohistoquímica fornece o diagnóstico definitivo e a classificação precisa da doença, que é a base sobre a qual todo o tratamento onco-hematológico é planejado.
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