PTH (Hormônio Paratireoidiano)

PTH
(Hormônio Paratireoidiano)



O hormônio paratireoidiano (PTH) é o principal regulador da homeostase do cálcio e do fósforo, atuando como um hormônio hipercalcemiante que mobiliza cálcio do osso, aumenta a reabsorção tubular de cálcio nos rins e estimula a produção de calcitriol, que por sua vez aumenta a absorção intestinal de cálcio. O PTH é secretado pelas glândulas paratireoides em resposta à redução dos níveis de cálcio iônico, sendo sua secreção inibida pela hipercalcemia. Os valores normais de PTH variam conforme o método laboratorial, geralmente entre 10 e 65 pg/mL, e sua dosagem é fundamental no diagnóstico e manejo dos distúrbios do metabolismo mineral e ósseo .

Na avaliação do sistema esquelético, a dosagem do PTH é indispensável para diferenciar entre as diversas causas de hipercalcemia e hipocalcemia. No hiperparatireoidismo primário, a secreção autônoma de PTH leva a hipercalcemia, hipofosfatemia, hipercalciúria e aumento da reabsorção óssea, podendo resultar em osteoporose, fraturas, doença renal por cálculos e pancreatite. A forma mais comum de hiperparatireoidismo primário é o adenoma solitário da paratireoide, e o diagnóstico é confirmado pela presença de hipercalcemia com PTH elevado ou inapropriadamente normal. Na osteoporose, a elevação do PTH pode ser secundária à deficiência de vitamina D ou à perda de cálcio, e a correção da causa subjacente é fundamental para o manejo adequado .

O hiperparatireoidismo secundário, caracterizado por PTH elevado em resposta à hipocalcemia ou hiperfosfatemia, é frequente na insuficiência renal crônica (osteodistrofia renal), na deficiência de vitamina D, na má absorção intestinal de cálcio e no uso de medicamentos como diuréticos de alça e lítio. A elevação prolongada do PTH no hiperparatireoidismo secundário leva a um aumento da reabsorção óssea, com perda de massa óssea e aumento do risco de fraturas. Na doença renal crônica, o manejo do hiperparatireoidismo secundário inclui a correção da vitamina D, a restrição de fósforo na dieta, o uso de quelantes de fósforo e a reposição de calcitriol ou seus análogos .

O hipoparatireoidismo, definido por níveis baixos ou indetectáveis de PTH, é uma causa importante de hipocalcemia e hiperfosfatemia. A causa mais comum é a remoção ou lesão acidental das paratireoides durante a tireoidectomia. O hipoparatireoidismo crônico pode comprometer a mineralização óssea e levar a osteomalácia, além de causar sintomas neuromusculares como parestesias, espasmos e tetania. A dosagem do PTH é, portanto, essencial na avaliação de pacientes com alterações do cálcio, e a interpretação integrada com cálcio, fósforo, magnésio e vitamina D é fundamental para o diagnóstico etiológico e o manejo adequado.

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