Vitamina D
(25-Hidroxivitamina D)
A 25-hidroxivitamina D, também conhecida como calcifediol ou 25(OH)D, é o principal metabólito circulante da vitamina D e o exame padrão-ouro para avaliar o estado nutricional dessa vitamina. A vitamina D é, na verdade, um hormônio esteroide com funções que vão além da homeostase mineral, incluindo regulação do sistema imune, diferenciação celular e modulação da função muscular. A 25(OH)D é produzida no fígado pela hidroxilação da vitamina D proveniente da dieta ou da síntese cutânea induzida pela exposição solar, e sua meia-vida de aproximadamente 15 dias reflete adequadamente as reservas corporais do nutriente .
Os níveis adequados de 25(OH)D para a saúde óssea são alvo de debate, mas a maioria das diretrizes considera níveis acima de 20 ng/mL (50 nmol/L) como suficientes para a maioria da população, embora alguns especialistas recomendem alvos mais elevados (acima de 30 ng/mL) para maximizar os benefícios à saúde óssea e muscular. A deficiência de vitamina D é definida como níveis de 25(OH)D inferiores a 20 ng/mL, e a insuficiência como níveis entre 20 e 30 ng/mL . A deficiência grave, com níveis abaixo de 12 ng/mL, está associada a alto risco de osteomalácia e raquitismo, condições caracterizadas por defeito na mineralização óssea .
A deficiência de vitamina D afeta a saúde óssea por múltiplos mecanismos. A vitamina D atua aumentando a absorção intestinal de cálcio e fósforo, e sua deficiência leva a hipocalcemia, que por sua vez estimula a secreção de PTH (hiperparatireoidismo secundário). O PTH elevado aumenta a reabsorção óssea para mobilizar cálcio, resultando em perda de massa óssea e aumento do risco de fraturas. A hipofosfatemia decorrente da deficiência de vitamina D compromete a mineralização da matriz óssea, levando ao acúmulo de osteoide não mineralizado (osteomalácia). Os sintomas da osteomalácia incluem dor óssea difusa, fraqueza muscular proximal, fadiga e aumento da fragilidade óssea .
A prevalência da deficiência de vitamina D é elevada em todo o mundo, especialmente em populações com baixa exposição solar, idosos, pacientes com má absorção intestinal, doenças renais e hepáticas, e em indivíduos com pele mais pigmentada. Em imigrantes e refugiados de países não ocidentais, a deficiência grave pode afetar até 50% dos indivíduos, devido à menor exposição solar, vestimentas que cobrem a pele e dieta pobre em vitamina D . A dosagem da 25(OH)D é recomendada em todos os pacientes com suspeita de doenças ósseas metabólicas, e a reposição adequada com colecalciferol (vitamina D3) ou ergocalciferol (vitamina D2) é uma medida segura e eficaz para melhorar a saúde óssea e prevenir fraturas.
Comentários
Postar um comentário